quinta-feira, 4 de junho de 2009

Asas


Descobri, tirei o manto, que mantinha sobre minhas asas.

Então, com o vento forte em meu rosto, inflei a alma e me renovei.


Desapareceu o que doeu tanto no passado.

Haverá o meu amado.

Haverá luz ao lado.

Sem esse afeto congelado, sem esse beijo implorado.


Que maravilha viver!

E ter tido coragem para se perder, antes mesmo de se encontrar.


Asas para a verdade.

Asas para o presente.

Asas para a lealdade.

Asas para ser melhor.


Abri, estendi e entendi minhas asas.

E meu voo me fez ser gigante, mutante e fêmea.


E que eu possa ser para sempre encontro...

Um ser nunca pronto.


E falar, abraçar, amar, voar...

E sempre, para sempre dançar com ou sem par...


Asas....

Me leve.

Me faça leve.


Asas...



Estou voando.

Um dia nos vemos de novo....


Ana Paula Rezende

2 comentários:

Anônimo disse...

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...

Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes
No peito atingido...

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você...

Eu sei!
Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor
Eu sei!
O coração perdôa
Mas não esquece à tôa
E eu não me esqueci...

Eu andei demais
Não olhei prá trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo
Sem laços!...

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar
Um amigo...

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz
De esquecer...

Eu sei!
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci...

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou Fera Ferida
No corpo, na alma
E no coração

Eduardo. disse...

quero voar também.