Era uma vez um negro gato.
Quando se sentia poderoso virava pantera.
Quando ansioso, manhoso era só um bicho do mato.
Assim era o negro gato, com seus dias de fera e seus dias de fuga.
Ele faz manha toda manhã.
Se engana quem olha apenas o gatinho.
Ele é antes um felino, primo-irmão do leão.
Faz carinho e faz estrago tudo depende da qualidade do afago.
Ana Paula de Rezende
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