
Escolher ou ser escolhido?
Quem escolhe quem nesses encontros nossos de cada dia?
Será que eu escolhi você? E você ?
Será que eu escolhi você? E você ?
Não tenha medo de fazer essa escolha.
Se nada é por acaso:
Me surpreenda. Me encante. Me ligue . Habite minha alma, entre em meu corpo e me ame, me ame e me beije. Beije-me profundamente e fale, fale, fale tudo que eu preciso ouvir...
E me detenha quando a loucura bater a porta, quando quiser fugir da intimidade que tanto desejo e temo.
Me segure firme e não me deixe ir embora e peça com voz macia: fique comigo.
Então vamos viajar. Sim vamos viajar, conhecer novos horizontes, novos lugares, novos gostos e cheiros.
E então de mãos dadas, eu menina e você meu menino lindo vamos caminhar pela mesma direção.
Venha comigo. E seremos nós e nunca mais sós. Seremos amor muito mais amor.
E no diálogo do desejo, deixar pulsar o que de mais feminino minha alma clama , ser mulher na plenitude que jamais pude ser com outro homem.
E você ser o homem amado, esperado, desejado.
Não vamos pensar no tempo ditado por Chronos.
Quero o tempo dos nossos inconscientes, de nossas almas que já sofreram, padeceram antes com perdas tão amargas.
E hoje precisamos do deleite, do pão quente, da água pura, do cristal translúcido que a terra pariu e doou como talismã para o nosso amor.
Desconhecer o medo, torná-lo um estranho distante, incapaz de nos deter e nos aprisionar na ociosidade dos covardes.
E que nossa história seja feita de sorrisos e gostosas gargalhadas, mas que também contenha o choro comovido do encontro que emociona e fala o que a alma deseja ouvir e nem precisa pedir...
Que tenhamos colo, carinho, mimos e muita energia de nos redescobrirmos dia a dia.
E que possamos nos dar sempre razões para viver, viver mais e melhor.
E que esse amor seja bom, soberano , lindo e guloso que não se satisfaça com migalhas ou restos, nem se contente com pequenas fatias... que seja inteiro, eterno e saiba dizer: Te amo, te amo!
Acho que “nos escolhemos”.
Ou será que foram os meus pedidos no altar de Afrodite?
Ana Paula de Rezende Fernandes