
"Eu não vou pedir que me esperes porque eu não sei se vou chegar."
Assim ele disse.
Assim ele foi.
E assim,não há espera.
Não há promessa.
Mas o que ela pode fazer se ele acendeu um desejo, se ele mexeu no coração dela e acordou o seu corpo?
O que falar dessa fome e dessa sede?
Como explicar a saudade, essa falta que só se cala diante da presença?
Existe uma voz, uma imagem e muitas palavras.
Existe a sinceridade e um sentimento que é de intensidade.
Tantos quilômetros, tantas estradas, tantos pedágios e quanta vontade da chegada...
Ela imagina e alucina.
Ele dedica uma música e se aproxima.
Ela está triste.
Ela acordou e desejou que a geografia mudasse, que a aliança dele não existisse.
Ele partiu e ela sentiu.
Ela percebeu que está nas alturas.
Ela se recusou a medir o tamanho do tombo.
Ele é lindo.
Ela é linda.
Eles choram.
Eles dão risadas.
Eles viraram adolescentes.
Ela é o que ele precisa.
Ele tem o que ela deseja.
Mas não existem promessas.
Não existem cetezas.
Não há espera.
Então pega um avião...
Pousa de vez nesse coração.
Mas ele diz que não o espere.
Ela está por aí.....
Ele está por lá.....
Muitos aviões sobrevoam...
E povoam o céu.
Ela quer mel.
Ele quer não ser cruel.
Mas não há promessas, não há certezas....
Haverá chegada?
Ela será a amada?
Eles não sabem.
Embora ele saiba ensinar...
Ela só sabe amar.
Ana Paula Rezende
Um comentário:
To chegando................bjs
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