
Ele sempre percebe o que está por trás das palavras dela.
Eles são tão estranhos e tão íntimos.
Estão distantes mas tão próximos.
Há um amor presente mesmo que ausente.
Esse amor se nega a rimar com dor.
Esse amor namora e não quer demora.
Existem mais estranhos entre esses íntimos.
Ela traduz o desejo dele.
Ele aguça a imaginação dela.
Ela diz que é dele.
Ele quer ser dela.
Mas esses estranhos sempre se distanciam quando outros estranhos se aproximam.
E a intimidade se revela triste porque sempre a porta se fecha em dias de festa.
A música tocou mas ela não dançou com ele.
A festa começou sem a presença dela.
E assim, continuam dois estranhos, no meio de tanta gente estranha...
Mas eles sonham os mesmos sonhos.
Eles sabem o que há por trás de cada palavra dita, sentida e silenciada.
Ela quer ser a amada.
Ele quer que ela espere a próxima temporada.
E cada um com suas dores, amores, dissabores continuam pela estrada.
São tão íntimos e tão estranhos.
A música toca e o vento sopra...
E espalha o mesmo som e o mesmo tom....aqui....e aí.
Estranhos.
Íntimos.
Confessam o que ninguém mais sabe.
Que essa dança aconteça e amanheça.
Que eles possam ser íntimos e reais.
Ana Paula
2 comentários:
Ou tudo fica no plano do sonho, né? Pq a vida apronta essas com a gente?
Bjos!
Já não tão estranhos e ainda não tão íntimos....
Postar um comentário