Solitária e hilária...
É mentira quando afirmo que não me importo.
Me importo com tanta coisa que ás vezes queria sair de mim.
Não desejar raízes apenas ser passagem.
E gritar que nenhuma prisão me torna segura.
Sentir que estar segura é ser livre.
A permanência só é absoluta quando o que é trocado e tocado é essência.
Então a experiência não pode ser imaginada apenas vivida.
É bem verdade que a ansiedade é aquela parte nossa insana que quer antecipar.
E de tanto antecipar nos torna solitários no presente porque nos rouba os momentos.
Voe.
Voe.
Voe.
Por amor voe.
Por amor voe.
Essa noite sonhei com pássaros.
Um sonho triste e angustiante.
Pássaros negros me atacavam e eu os matava.
Depois chorava e me culpava.
O lugar deles é no céu.
Eles me chamavam a voar como eles.
Meu impulso foi calá-los.
Meu desejo é acordá-los e aprender essa lição.
Pòr amor voe.
Por amor voe.
Porque nenhuma prisão é segurança.
Toda prisão é apenas a morte das asas.
Ana Paula Rezende
Um comentário:
Amei muitoOOOoOO
belas palavras...
me tocaram a alma...
Parabéns!!
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