terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Por amor voe.


Solitária e hilária...
É mentira quando afirmo que não me importo.
Me importo com tanta coisa que ás vezes queria sair de mim.
Não desejar raízes apenas ser passagem.
E gritar que nenhuma prisão me torna segura.


Sentir que estar segura é ser livre.


A permanência  só é absoluta quando o que é trocado e tocado é essência.
Então a experiência não pode ser imaginada apenas vivida.



É bem verdade que a ansiedade é aquela parte nossa insana que quer antecipar.
E de tanto antecipar nos torna solitários no presente porque nos rouba os momentos.



Voe.
Voe.
Voe.
Por amor voe.
Por amor voe.



Essa noite sonhei com pássaros.
Um sonho triste e angustiante.
Pássaros negros me atacavam e eu os matava.
Depois chorava e me culpava.



O lugar deles é no céu.
Eles me chamavam a voar como eles.
 Meu impulso foi calá-los.
Meu desejo é acordá-los e aprender essa lição.



Pòr amor voe.
Por amor voe.
Porque nenhuma prisão é segurança.
Toda prisão é apenas  a morte das asas.



Ana Paula Rezende

Um comentário:

ANA LUA disse...

Amei muitoOOOoOO
belas palavras...
me tocaram a alma...
Parabéns!!