segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Voar para poder caminhar...


Essa beleza rara.
Essa presença cara para a alma.
Esse sorriso que acalma.


Tão delicioso o prazer do incomum.
Tão especial a viagem sem roteiro algum.

Deixa voar para poder caminhar.
Deixa gritar para poder murmurar.
Deixa gargalhar para poder chorar.
Deixa abraçar para muito beijar.


Não procure explicar para finalmente compreender.
Que para viver é preciso deixar-se ir...

Pra chegar temos que partir e pra partir temos que permitir...


Ela soberana ensina que o melhor vôo é aquele que liberta sem perder o foco.
Estar nas alturas nos faz perceber com clareza o todo, o mínimo, o pouco, o muito, o escolhido.

Ela diz não ao tolhido e nos pede para sermos apenas do tamanho exato da nossa essência.
Com a clareza da nossa consciência e sábia com o sabor doce e amargo da experiência .


Deixe-me ir.
Deixe-me voar por aí...


Ana Paula Rezende

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