quarta-feira, 17 de março de 2010

Um dia de cada vez...


Um dia de cada vez.
Trocando sonhos por objetivos.
Acreditar que o muito sem foco não é nada.
Que o necessário pode nutrir e encaixar.

A filosofia é essa : viver o momento.
Inspirar e expirar.
Dormir e acordar.

Coisas grandiosas acontecem com o tempo.
Coisas maravilhosas acontecem de repente.

Assim...um dia de cada vez.
Fazendo minha vez acontecer.

Para quem é tão acelerado, apaixonado, intenso e dramático essa lição não é nada fácil.

Por isso, um dia de cada vez.
Inspirando e expirando.
E deixando de pirar na loucura do muito que ainda me deixa faminta.


Filosofando e amando.
Admirando e degustando.


Um dia de cada vez....


Ana Paula

2 comentários:

Anônimo disse...

Desculpemos, infinitamente.
Tudo na vida se reveste de importância fundamental no aprimoramento comum.
Dura é a pedra e áspera se nos afigura a longa extensão de areia, entretanto, fazem o leito das águas para que o rio não se perca.
Obscura é a noite, mas, sem ela, as criaturas encarnadas desconheceriam as estrelas.
Desditosa e feia é a lagarta, contudo é a tecelã dos fios de seda nobre que honra os ideais da beleza terrestre.
Asfixiante é a dor, mas, sem o sofrimento, jamais seríamos advertidos pela verdade.
Sempre que a mágoa ou a ofensa nos bater à porta, desculpemo-las quantas vezes se fizerem necessárias.
É pelo esquecimento de nossos erros que o Senhor se impõe sobre nós, porque só a bondade torna a vida realmente grande e em condições de ser divinamente vitoriosa, sentida com sinceridade e vivida em gloriosa plenitude.




Meimei

extraído do livro "Cartas do Coração" - Francisco C. Xavier
Fundação do Aliança Divino Pastor - RJ - 1952

Anônimo disse...

AMOR PELA DOR
Em nome do amor, há quem abandone o santuário doméstico, relegando os vínculos da sua redenção a temporário esquecimento...
Em nome do amor, há quem se confie a tragédias passionais, investindo contra o objeto da própria devoção afetiva, através da delinquência e da morte...
Em nome do amor, há quem provoque separação e desespero, portas a dentro do lar, convetendo-o em inferno de lágrimas a quatro paredes...
Em nome do amor, há quem menospreze o próprio corpo, arrojando-se a despenhadeiros de remorso e sofrimento, pelo desvão do suicídio...
Em nome do amor, há crianças desamparadas, velhinhos sem teto, doentes sitiados em rudes privações, e almas feridas entre pesadelos e aflições irremediáveis...
Entretanto, semelhantes delitos, em nome da luz que equilibra o Universo, são perpetrados pela violência e pelo ciúme, pela cegueira e pela incompreensão do egoísmo - o apego desvairado a nós mesmos - , em cuja concha de trevas habitualmente nos ocultamos, fugindo à excelsitude do amor genuíno pelo amor de sofrer.
Aceitemos a luta por instrutora de nossa existência, como quem sabe que nada existe sem preço.
Adquiramos o tesouro do amor pelo aproveitamento da dor.
Recebamos as lições da renúncia e o próprio sacrifício por jorros de claridade celeste, nas sombras de nosso "eu", e, aprendendo que mais vale dar que receber, o amor transformará a face de nossos destinos, porque tomará nosso coração por trono de sua glória e, ensinando-nos a entender e ajudar a todos, fará de nossa vida o santuário resplandecente e sublime da Vontade Justa e Misericordiosa de Deus.





Emmanuel

extraído do livro "Correio Fraterno" - Francisco C.Xavier - pg. 94 - 1ª ed., FEB