Como sempre, estava ouvindo música ,quando ouvi Nando Reis.
Adoro suas letras e a sua voz.
Um poeta vibrante e ruivo.
Então, ele questiona "quando eu deixei de te amar"?
Quando "eu disse não"?
Fala do amor que quando não vira carinho fica como pedra dentro da gente.
O amor precisa ir ao encontro do outro.
Não pode ser mão única, nem um monólogo.
É triste ver um amor agonizando.
Um amor lindo e precioso se perdendo.
Ás vezes, o outro precisa crescer, ás vezes somos nós, algumas vezes é preciso sair do egocentrismo e do materialismo .
Porque o amor é também subjetivo, se alimenta das gentilezas, dos cuidados, do olhar e das bobagens.
Aprendi que não devemos pedir ao outro o que ele não pode nos dar.
Aprendi que nem todos amam da mesma forma, mas que nós podemos e devemos escolher a forma como queremos ser amados.
Muitas vezes as palavras ficam banalizadas, as expressões tornam-se vazias.
Mas, o que dizer das palavras nunca ditas?
E quando questionadas simplesmente não existem ,senão vira mentira.
Quando o máximo do outro é gostar?
Desconhece o "Eu te adoro" e o "Eu te amo"?
Uns se satisfazem com migalhas, pedaços remendados.
Todos nós já aceitamos em algum momento menos do que merecemos.
Hoje, é importante entender o que se quer.
Ás vezes os personagens mudam, o cenário é outro e de repente nós também já somos outra pessoa.
Adeus.
Sem migalhas.
Sem pedidos.
O acaso protege.
O acaso elege.
E nós decidimos quem fica, quem vai.
Então, um dia, as malas finalmente ficam prontas e a partida acontece.
Ana Paula Rezende

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