Solitária e hilária...
É mentira quando afirmo que não me importo.
Me importo com tanta coisa que ás vezes queria sair de mim.
Não desejar raízes apenas ser passagem.
E gritar que nenhuma prisão me torna segura.
Sentir que estar segura é ser livre.
A permanência só é absoluta quando o que é trocado e tocado é essência.
Então a experiência não pode ser imaginada apenas vivida.
É bem verdade que a ansiedade é aquela parte nossa insana que quer antecipar.
E de tanto antecipar nos torna solitários no presente porque nos rouba os momentos.
Voe.
Voe.
Voe.
Por amor voe.
Por amor voe.
Essa noite sonhei com pássaros.
Um sonho triste e angustiante.
Pássaros negros me atacavam e eu os matava.
Depois chorava e me culpava.
O lugar deles é no céu.
Eles me chamavam a voar como eles.
Meu impulso foi calá-los.
Meu desejo é acordá-los e aprender essa lição.
Pòr amor voe.
Por amor voe.
Porque nenhuma prisão é segurança.
Toda prisão é apenas a morte das asas.
Ana Paula Rezende
Um blog sobre comportamento! Textos, poemas, delírios, pensamentos. Psicologia, arte, literatura. Sim!! Atelier da alma fala dos símbolos do coração!!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Para Anna Clara...
Ninho, cuidado pleno, amor de alma, ternura.
Assim é ser mãe.
Uma função que não cabe egocentrismo apenas o compartilhar.
Um amor apriori.
Ser mãe é ser mestre para a vida.
Preparar para as estréias, ser fortaleza mostrando humanidade.
É um amor que de tão grande dói.
E de tão imenso nos redimensiona para sermos maiores.
Amo você, minha luz cheia de graça.
Anna de alma imensa.
Amada desde sempre e para sempre.
Hoje procuro acertar por nós, não apenas por mim.
Obrigada por ser você.
Obrigada por sua magia , toda majestade leonina e toda doçura .
Eu te amo.
Ana Paula
Assim é ser mãe.
Uma função que não cabe egocentrismo apenas o compartilhar.
Um amor apriori.
Ser mãe é ser mestre para a vida.
Preparar para as estréias, ser fortaleza mostrando humanidade.
É um amor que de tão grande dói.
E de tão imenso nos redimensiona para sermos maiores.
Amo você, minha luz cheia de graça.
Anna de alma imensa.
Amada desde sempre e para sempre.
Hoje procuro acertar por nós, não apenas por mim.
Obrigada por ser você.
Obrigada por sua magia , toda majestade leonina e toda doçura .
Eu te amo.
Ana Paula
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Silencie
Silencie esse descompasso em mim...
Silencie toda urgência que faça morada em qualquer canto meu.
Silencie minhas palavras de fuga.
Silencie minha prolixidade e toda maldade.
Silencie meu silêncio, meu medo, meu eco.
Grite em meu silêncio.
Devore todo silêncio da Ana.
Beije e me cale quando procuro as palavras que são escudos protetores.
Não faça silêncio diante de mim.
Seja minha palavra, seja som, seja corpo, seja música em mim.
Silencie apenas essa urgência em mim.
Silencie esse desejo de transcender você.
Silencie e aprecie o mundo que sou eu...
Ana Paula
Silencie toda urgência que faça morada em qualquer canto meu.
Silencie minhas palavras de fuga.
Silencie minha prolixidade e toda maldade.
Silencie meu silêncio, meu medo, meu eco.
Grite em meu silêncio.
Devore todo silêncio da Ana.
Beije e me cale quando procuro as palavras que são escudos protetores.
Não faça silêncio diante de mim.
Seja minha palavra, seja som, seja corpo, seja música em mim.
Silencie apenas essa urgência em mim.
Silencie esse desejo de transcender você.
Silencie e aprecie o mundo que sou eu...
Ana Paula
domingo, 20 de dezembro de 2009
Carinho
Vontade do aconchego de um tempo onde tudo era espontâneo.
Onde a fala do corpo era a mesma da alma.
Quando crescemos por fora condensamos por dentro.
E tudo fica tão pensado...
E o aconchego vai embora, se afasta.
O carinho encolhe e se recolhe...
Mãos dadas, abraço apertado, dança do desejo que silencia o medo...
Ana Paula
Onde a fala do corpo era a mesma da alma.
Quando crescemos por fora condensamos por dentro.
E tudo fica tão pensado...
E o aconchego vai embora, se afasta.
O carinho encolhe e se recolhe...
Mãos dadas, abraço apertado, dança do desejo que silencia o medo...
Ana Paula
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Olhar
De tanto olhar conheço cada parte do seu altar...
De tanto admirar começo a imaginar...
De tanto olhar desejo provar e amar te amar...
Tantos olhos....
Tanto olhar e imaginar que de nada adianta: eu sei que vou te amar!
E adorar ser seu par....
E dançar, gargalhar, beijar e falar o que os olham não cansam de olhar....
Ana Paula
De tanto admirar começo a imaginar...
De tanto olhar desejo provar e amar te amar...
Tantos olhos....
Tanto olhar e imaginar que de nada adianta: eu sei que vou te amar!
E adorar ser seu par....
E dançar, gargalhar, beijar e falar o que os olham não cansam de olhar....
Ana Paula
Semelhantes
Existem momentos em que o mais importante é estar próximo aos seus semelhantes.
Então pensei quem poderia ser semelhante a mim...
Alguém complexo, teimoso, passional, sensível, sonhador, implicante, bobo, falante...
Como posso encontrar meu semelhante se tantas vezes pareço estranha a mim mesma?
Se acordo e durmo com pensamentos tão díspares?
Se falo sério sorrindo e muitas vezes demostro uma infinita alegria em dias tão cortantes?
Meu semelhante seria então um ser estranho, com gostos peculiares, de forte presença, ao mesmo tempo discreto e exótico, não seria metódico, um tanto louco mas com pés no chão, misterioso e intenso.
Um ser que adora o cheiro da terra molhada, é enamorado pela lua e encantado pelo sol.
Meu semelhante teria amor não apenas pelo que é seu.
Não seria uma pessoa egoísta e desejaria paz ao mundo.
Meu semelhante seria místico e saberia ler os subtextos do mundo.
Um dia, encontro meu semelhante...meu estranho semelhante por aí...
Ana Paula
Então pensei quem poderia ser semelhante a mim...
Alguém complexo, teimoso, passional, sensível, sonhador, implicante, bobo, falante...
Como posso encontrar meu semelhante se tantas vezes pareço estranha a mim mesma?
Se acordo e durmo com pensamentos tão díspares?
Se falo sério sorrindo e muitas vezes demostro uma infinita alegria em dias tão cortantes?
Meu semelhante seria então um ser estranho, com gostos peculiares, de forte presença, ao mesmo tempo discreto e exótico, não seria metódico, um tanto louco mas com pés no chão, misterioso e intenso.
Um ser que adora o cheiro da terra molhada, é enamorado pela lua e encantado pelo sol.
Meu semelhante teria amor não apenas pelo que é seu.
Não seria uma pessoa egoísta e desejaria paz ao mundo.
Meu semelhante seria místico e saberia ler os subtextos do mundo.
Um dia, encontro meu semelhante...meu estranho semelhante por aí...
Ana Paula
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Voar para poder caminhar...
Essa beleza rara.
Essa presença cara para a alma.
Esse sorriso que acalma.
Tão delicioso o prazer do incomum.
Tão especial a viagem sem roteiro algum.
Deixa voar para poder caminhar.
Deixa gritar para poder murmurar.
Deixa gargalhar para poder chorar.
Deixa abraçar para muito beijar.
Não procure explicar para finalmente compreender.
Que para viver é preciso deixar-se ir...
Pra chegar temos que partir e pra partir temos que permitir...
Ela soberana ensina que o melhor vôo é aquele que liberta sem perder o foco.
Estar nas alturas nos faz perceber com clareza o todo, o mínimo, o pouco, o muito, o escolhido.
Ela diz não ao tolhido e nos pede para sermos apenas do tamanho exato da nossa essência.
Com a clareza da nossa consciência e sábia com o sabor doce e amargo da experiência .
Deixe-me ir.
Deixe-me voar por aí...
Ana Paula Rezende
Essa presença cara para a alma.
Esse sorriso que acalma.
Tão delicioso o prazer do incomum.
Tão especial a viagem sem roteiro algum.
Deixa voar para poder caminhar.
Deixa gritar para poder murmurar.
Deixa gargalhar para poder chorar.
Deixa abraçar para muito beijar.
Não procure explicar para finalmente compreender.
Que para viver é preciso deixar-se ir...
Pra chegar temos que partir e pra partir temos que permitir...
Ela soberana ensina que o melhor vôo é aquele que liberta sem perder o foco.
Estar nas alturas nos faz perceber com clareza o todo, o mínimo, o pouco, o muito, o escolhido.
Ela diz não ao tolhido e nos pede para sermos apenas do tamanho exato da nossa essência.
Com a clareza da nossa consciência e sábia com o sabor doce e amargo da experiência .
Deixe-me ir.
Deixe-me voar por aí...
Ana Paula Rezende
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Curadores...xamãs
Certa vez me perguntaram porque escolhi meu trabalho.
Sinceramente ,acho que não escolhi absolutamente nada, além de permanecer no caminho.
Cuidar, ouvir,olhar e traduzir o outro...assim foi meu caminho por muito tempo.
Hoje me vejo como um símbolo vivo.
Eternamente um vir-a-ser.
Inserida no grande oráculo que é a vida.
Todo curador é também um ferido.
Hoje sei das minhas dores e das minhas chagas, por isso, posso saber do outro...
Essa imagem me toca tão profundamente....a alma e a matéria, o humano e o animal em nós.
Amor é isso....
Ser humano sem sufocar o animal.
Ser animal sem esquecer do humano.
E assim, criar raízes, escolhendo as pessoas preciosas.
Ana Paula
Sinceramente ,acho que não escolhi absolutamente nada, além de permanecer no caminho.
Cuidar, ouvir,olhar e traduzir o outro...assim foi meu caminho por muito tempo.
Hoje me vejo como um símbolo vivo.
Eternamente um vir-a-ser.
Inserida no grande oráculo que é a vida.
Todo curador é também um ferido.
Hoje sei das minhas dores e das minhas chagas, por isso, posso saber do outro...
Essa imagem me toca tão profundamente....a alma e a matéria, o humano e o animal em nós.
Amor é isso....
Ser humano sem sufocar o animal.
Ser animal sem esquecer do humano.
E assim, criar raízes, escolhendo as pessoas preciosas.
Ana Paula
sábado, 5 de dezembro de 2009
Inteira
Estar em paz é estar inteira.
Sem arestas, sem remendos, sem consertos.
Em paz e inteira.
Inteira e em paz.
Apenas sendo feliz porque cansou de olhar em preto e branco.
Alma multicolorida.
Assim sou eu.
Muitas faces, muitas cores, alguns dissabores.
Viver o momento.
Desenhar o futuro.
Acreditar que o bem mais puro impera.
Inteira e de toda maneira olhando nos olhos.
Abraçando de todas as formas.
Amando muito a si mesma.
Adorando poder rever filmes e músicas.
Desejando que o brinde a felicidade seja realizado.
E que a felicidade venha desse encontro que nos faz mais inteiros.
Inteira e de mãos dadas com todas essas mulheres que eu sou.
Ana Paula
Sem arestas, sem remendos, sem consertos.
Em paz e inteira.
Inteira e em paz.
Apenas sendo feliz porque cansou de olhar em preto e branco.
Alma multicolorida.
Assim sou eu.
Muitas faces, muitas cores, alguns dissabores.
Viver o momento.
Desenhar o futuro.
Acreditar que o bem mais puro impera.
Inteira e de toda maneira olhando nos olhos.
Abraçando de todas as formas.
Amando muito a si mesma.
Adorando poder rever filmes e músicas.
Desejando que o brinde a felicidade seja realizado.
E que a felicidade venha desse encontro que nos faz mais inteiros.
Inteira e de mãos dadas com todas essas mulheres que eu sou.
Ana Paula
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Promessas de um novo ano...
Para que o ano se torne novo é preciso que façamos movimentos.
Alguns sutis, outros, vigorosos.
Mas que nos permitam ser mais poderosos e amorosos.
Que nesse novo ano floresça e permaneça a alegria e o sorriso.
O prazer de ser e ver o sol nascer .
Que a matéria e o espírito se entendam e possam ser mais juntos do que separados.
Que esse ano novo seja compartilhado com amor e que todas as realizações aqueçam nossos corações.
Que de fato o ano novo seja um novo e maravilhoso ano...
Para mim, para você e para nós...
Ana Paula
Alguns sutis, outros, vigorosos.
Mas que nos permitam ser mais poderosos e amorosos.
Que nesse novo ano floresça e permaneça a alegria e o sorriso.
O prazer de ser e ver o sol nascer .
Que a matéria e o espírito se entendam e possam ser mais juntos do que separados.
Que esse ano novo seja compartilhado com amor e que todas as realizações aqueçam nossos corações.
Que de fato o ano novo seja um novo e maravilhoso ano...
Para mim, para você e para nós...
Ana Paula
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Liberdade vinculada...
Muitas vezes transformamos a vida em uma guerra repeleta de conflitos.
Um cabo de guerra: de um lado o amor felino livre do outro o amor fiel canino.
Á princípio parecem absolutamente opostos.
Não é á toa que cães e gatos são conhecidos como inimigos.
Pensei então que lindo seria a fusão desses dois maravilhosos mestres.
Tudo parece meio non sense nessa busca .
Todos os dias, ouço casais que querem um amor canino mas que perderam o tesão.
Por outro lado sabem que não é possível ser de todo mundo porque assim só ficam mais sós.
Então pensei na construção de uma liberdade vinculada.
Onde se é livre na sua individualidade, mas o vínculo existe.
Porque existe a escolha da permanência.
A escolha de compartilhar com alguém a vida.
Comecei a prestar atenção nos poucos casais, infelizmente, que se mantém unidos e felizes mesmo com o passar dos anos.
E notei que existe uma alquimia entre esses elementos:
Vidas pessoais ricas e momentos de profunda intimidade.
Casais que sabem que são livres e optam em se vincular.
E por saber que o outro é livre ,mais o ama ,porque se sente escolhido e cuidado.
Que os opostos se integrem...
Porque a simples atração não basta.
O que cria sentido é a integração.
Ana Paula
Um cabo de guerra: de um lado o amor felino livre do outro o amor fiel canino.
Á princípio parecem absolutamente opostos.
Não é á toa que cães e gatos são conhecidos como inimigos.
Pensei então que lindo seria a fusão desses dois maravilhosos mestres.
Tudo parece meio non sense nessa busca .
Todos os dias, ouço casais que querem um amor canino mas que perderam o tesão.
Por outro lado sabem que não é possível ser de todo mundo porque assim só ficam mais sós.
Então pensei na construção de uma liberdade vinculada.
Onde se é livre na sua individualidade, mas o vínculo existe.
Porque existe a escolha da permanência.
A escolha de compartilhar com alguém a vida.
Comecei a prestar atenção nos poucos casais, infelizmente, que se mantém unidos e felizes mesmo com o passar dos anos.
E notei que existe uma alquimia entre esses elementos:
Vidas pessoais ricas e momentos de profunda intimidade.
Casais que sabem que são livres e optam em se vincular.
E por saber que o outro é livre ,mais o ama ,porque se sente escolhido e cuidado.
Que os opostos se integrem...
Porque a simples atração não basta.
O que cria sentido é a integração.
Ana Paula
Árido
Ás vezes tudo parece táo árido e tão ácido.
Tem dias que o concreto abre uma fenda e deixa nascer algo tímido.
Tudo precisa de oportunidade para acontecer.
E assim merecer nascer e se anunciar no mundo.
Que haja vida mesmo quando tudo pareça árido.
Que a vida se anuncie mesmo diante do ácido.
Que a cor sobressaia nos dias sem luz.
E escandalizem o cinza.
E debochem do sombrio.
E gargalhem no silêncio assombroso das depressões.
Que a vida vença.
Que a doce presença de quem é valioso aconteça.
Tem dias que tudo é árido e ácido....
Então precisamos pincelar essa tela e deixar transparecer e desabrochar a flor.
Ana Paula
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Sem armadilhas
Sem armadilhas.
Abaixo a armadura.
Sem ameaças, sem medo e sem peso.
Sem armadilha, sem medo de virar uma ilha.
Apenas instigar para amar mais.
Sem veneno...
Apenas o vício e o cio de quem ama viver.
Sem armadilhas...
Andar de olhos fechados porque a alma já conhece o caminho.
Voar sabendo caminhar.
Parar sabendo correr.
Falar sabendo ouvir.
Partilha sem armadilha...
Reconhecer os perigos, farejar cada um deles e desviar.
E gargalhar vitoriosa porque finalmente é possível crescer sendo criança e amadurecer sem envelhecer.
Ana Paula
Happy Day...café com afeto!
Um dia feliz!
Um sorriso na hora do café...
O céu azul e bom humor.
Café com afeto.
Gosto bom na boca e na alma.
Café e boa maré...
Um dia feliz, quero bis.
Um bom café forte, perfumado e adorado.
Hoje acordei assim:
Gostando de mim , querendo gin e dizendo sim.
Hoje o brinde tem cafeína.
Happy day....
Ana Paula
Um sorriso na hora do café...
O céu azul e bom humor.
Café com afeto.
Gosto bom na boca e na alma.
Café e boa maré...
Um dia feliz, quero bis.
Um bom café forte, perfumado e adorado.
Hoje acordei assim:
Gostando de mim , querendo gin e dizendo sim.
Hoje o brinde tem cafeína.
Happy day....
Ana Paula
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Dançar na sala...
Qualquer coisa...
Qualquer lugar com você me faz dançar, me faz feliz.
A nossa história com trilha sonora.
Como naquele dia uma dança linda e louca no meio da sala.
Sorrisos e gargalhadas.
Brincar e parar de brigar.
Dançar no meio da sala...
Dançar e gargalhar...
E ele dizendo que não sabe dançar.
Dançar e amar.
Beijar e adorar.
Brincar de dançarinos e bailarinos.
Ele sem jeito.
Ela rindo dele e adorando.
Crianças que não cresceram e não se esqueceram.
Que a música não pare de tocar...
Que a dança aconteça na sala ,na rua em todo lugar.
Ana Paula
Qualquer lugar com você me faz dançar, me faz feliz.
A nossa história com trilha sonora.
Como naquele dia uma dança linda e louca no meio da sala.
Sorrisos e gargalhadas.
Brincar e parar de brigar.
Dançar no meio da sala...
Dançar e gargalhar...
E ele dizendo que não sabe dançar.
Dançar e amar.
Beijar e adorar.
Brincar de dançarinos e bailarinos.
Ele sem jeito.
Ela rindo dele e adorando.
Crianças que não cresceram e não se esqueceram.
Que a música não pare de tocar...
Que a dança aconteça na sala ,na rua em todo lugar.
Ana Paula
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Delírios femininos que morrem aos 30
Quando fazemos 30 precisamos rever os nossos heróis.
Eu por exemplo, nunca amei o super homem, detestava aqueles desencontros dele com a jornalista.
Em compensação, confesso que até hoje suspiro pelo Wolverine.
Aquele lado másculo, sério, protetor e lindo.
Aos 30 os heróis precisam ser colocados em seu lugar.
Precisamos aprender a não esperar por eles na vida real.
Aos 30 percebemos que heroínas somos nós.
Quando somos tantas e ainda sonhamos.
Quando ainda pintamos a unha , fazemos o cabelo , pagamos as contas , cuidamos dos filhos , choramos no cinema , fazemos as compras no domingo a noite e desejamos amar.
Nem santos, nem heróis.
Que os homens possam ser presentes, amados, enamorados.
Que pensem e sintam.
Que pelo amor de Deus, saibam falar.
Existem coisas que definitivamente os homens não devem dizer a uma mulher.
Que haja carinho em qualquer circunstância.
Que haja decência e sinceridade.
Que haja amizade e criatividade.
Hummm....
Será que isso já é demais?
Será que já estou descrevendo um herói?!?
Ana Paula
Eu por exemplo, nunca amei o super homem, detestava aqueles desencontros dele com a jornalista.
Em compensação, confesso que até hoje suspiro pelo Wolverine.
Aquele lado másculo, sério, protetor e lindo.
Aos 30 os heróis precisam ser colocados em seu lugar.
Precisamos aprender a não esperar por eles na vida real.
Aos 30 percebemos que heroínas somos nós.
Quando somos tantas e ainda sonhamos.
Quando ainda pintamos a unha , fazemos o cabelo , pagamos as contas , cuidamos dos filhos , choramos no cinema , fazemos as compras no domingo a noite e desejamos amar.
Nem santos, nem heróis.
Que os homens possam ser presentes, amados, enamorados.
Que pensem e sintam.
Que pelo amor de Deus, saibam falar.
Existem coisas que definitivamente os homens não devem dizer a uma mulher.
Que haja carinho em qualquer circunstância.
Que haja decência e sinceridade.
Que haja amizade e criatividade.
Hummm....
Será que isso já é demais?
Será que já estou descrevendo um herói?!?
Ana Paula
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Pedidos noturnos
Sempre acreditei que os sonhos continham mensagens mesmo antes de estudá-los.
Os antigos acreditavam que saíam do corpo durante o sono e viviam os sonhos.
Mais do Freud dizia ,acredito, que nem sempre eles expressam desejos ou medos.
Acho que muitas vezes eles determinam os pedidos da alma.
Quando nos negamos a ouvir os pedidos do self os símbolos gritam ou sussurram durante a noite.
Sonhos são oráculos.
Em meu último grande sonho fui presenteada com um desses símbolos que gritam sua mensagem.
Jung chamava de grandes sonhos aqueles que contém imagens arquetípicas e ficam em nós durante muito tempo.
Sua função é impactante.
Seu mérito é anunciar grandes mudanças.
Uma noite dessas fui presenteada por um desses.
Sim! É um presente assistir um filme editado por sua alma.
Ás vezes sinto uma pontada de tristeza porque é solitário também.
Somos atores, autores e platéia.
Gostaria de ter alguns sonhos meus em DVD.
Alguns inconfessáveis outros seriam líderes em bilheteria.
Outros poderiam ser classificados como aqueles loucos filmes europeus que nem sempre são compreendidos.
Um filme francês....com Gerard Depardieu e Juliet Binoche.
Pedidos noturnos...
Desejos diurnos....tudo junto e misturado.
Assista com atenção seus sonhos eles tem muito a dizer e nada a esconder.
Ana Paula
domingo, 1 de novembro de 2009
Elos
Elo e zelo.
Amor de pêlo.
Amores e amoras...
Não importa, o que deve importar é o bem que nos fazemos.
"Porque estar com quem é errado só nos faz lembrar em dobro a falta que faz alguém certo."
Não sei receitas.
Só sei que perfeitas ou imperfeitas.
Que haja elo e zelo.
Amor de pêlo.
Amor sagrado e profano.
E humano...dando as mãos ao que é mais animal em nós.
Elo...
Ele...
Eu...
Alquimista e intimista.
Adoro amora.
E o amor que namora.
Vamos embora...
Sorriso e todo improviso!
Ana Paula
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Curiosa
Eu confesso:
Sou curiosa.
Sou dengosa.
Sou bicho do mato.
Sou ser noturno.
Sou intensa.
Sou dramática.
Sou instável.
Procurei um bicho que me representasse.
Pensei nos felinos que amo.
Pensei nos lobos que admiro tanto.
Pensei na harpia e na águia que são magníficas.
Pensei nos seres aquáticos já que sou tão emotiva.
Mas quando me deparei com essa coruja apaixonei!
Sou eu!!!
Curiosa, noturna, misteriosa...
É um filhote....acho que serei pra sempre um filhote....
Ela mistura o arquétipo do saber sendo ainda uma criança.
Deve ser por isso que amo uma roda de histórias, uma ciranda e muito cafuné.....rs.
Ana Paula
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Um antídoto urgente
Preciso urgente de um antídoto....
Preciso urgente virar a página.
E ler um livro novo.
Olhar uma nova paisagem.
Preciso de um antídoto que transforme tristeza em alegria.
Preciso de um antídoto....que me faça ser mais simples.
Preciso de um antídoto que me faça ser menos sensível.
Preciso de um antídoto que me deixe mais ignorante ...
Nem que seja por um instante.
E ser assim diferente da Ana.
Ser menos plutoniana.
Ser menos uraniana.
Ser menos venusiana...
Ser como qualquer pessoa que é feliz e pede bis pra vida.
Ando cansada de ser eu.
Cadê o antídoto?
Não quero mais ser tanto como dizem que eu sou.
Na verdade quero ser apenas feminina...sem tantos aparatos e artefatos.
Quero alma nua e pés descalços.
O salto cansou meus pés.
Quero um antídoto...
Quero uma música...
Quero uma dança...
Quero pincéis....
Quero arte ....
Mas acho que vou pra marte.
Vou para o planeta vermelho.
Afinal ando tão assim.....
Que lá os marcianos vão se apaixonar por mim!
Ana Paula
domingo, 25 de outubro de 2009
Mergulho
Mergulho fundo e profundo nessa aldeia...
Um salto no escuro no que há de mais obscuro.
E procuro nesse mergulho a essência que permeia
a sede da alma.
É um mergulho nu e sem orgulho.
É um mergulho e um salto que embora profundo te eleva tão alto.
É uma viagem ao centro de si mesmo.
Ás vezes parece que ando a esmo.
Mas é quando o coração está cansado que a paisagem se torna nova,
Então é possível nadar em águas calmas e claras.
E caminhar sendo herói de si mesmo.
Mergulho e ouço o vento.
Mergulho e me alcanço por dentro.
Mergulho e provo a água salgada.
Mergulho e me torno alma renovada.
Água de rio....
Água do mar...
Água do ribeirão...
Água da fonte que me conduz pra ponte depois de tanto se perder.
Ana Paula
O felino em nós....
O felino em nós aparece quando deixamos de lado o ferido que nos visita naqueles dias em que tudo parece pequeno demais.
O felino ruge quando há entrega.
A entrega precisa de confiança e como andamos sempre tão desconfiados nosso leão se emudece e adoce.
O felino é sensual e o sexual é continuidade desse ritual lindo de carinho contínuo.
Em nossa ânsia compulsiva nos esquecemos de tantos ritos que precedem ao ato.
Os felinos são incompreendidos porque embora extremamente afetivos são conhecidos como frios, interesseiros...
Eles são livres sim.
Mas sua liberdade não descarta o vínculo.
Diria que o amor felino tem um que de liberdade vinculada.
Não corresponde ao modelo sufocante do amor humano onde há a ilusão que dois juntos se tornam um.
Nem ao modelo de relacionmento aberto, onde todo mundo é de todo mundo e ao mesmo tempo não é de ninguém.
Sempre que olho os felinos e acaricio os gatos, porque eles sempre vem ao meu encontro, aprendo que
eles são mestres na arte de amar e de se doar sem perder sua individualidade.
Quero você para você mesmo.
Quanto mais nos pertencemos mais podemos nos doar e nos entregar.
Que o livre em nós possa se traduzir na doce e intensa entrega dos felinos.
Que esses feridos possam ir, partir, sumir!
E que o rugido possa ser ouvido e celebrado.
Para que a arte felina possa ser vivenciada:
"Juntos somos muito mais do que separados."
Ana Paula
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Namastê
Há muitos tipos de abraços.
Existem os que aprisionam.
Tem os que aconchegam.
Há aqueles que nutrem.
Alguns conquistam.
Outros afastam...
Sempre valorizei o abraço.
Porque nele visualizo um laço.
Um laço translúcido...
Um laço magnético...
É possível ouvir esse outro Deus quando no abraço o peito se abre.
Abraço é entrega.
Abraço é igualdade na diferença dos corpos.
Tem abraço que causa embaraço...
Mas amo mesmo aquele abraço que não dá vontade de largar nem de desfazer....
Porque nele existe tanto prazer...
Através dele, o abraço, podemos sentir quem é da nossa tribo.
É só deixar o instinto e o divino murmurar...
Um dia desses encontrei um abraço assim...que enlaça.
É terapêutico, diria eu, abraçar e se conectar com partes nossas espalhadas por aí, noutras almas.
Namastê.....
Abrace...
Enlace...
O outro e você....respire e agradeça essa troca.
Não importa...se cruzaremos novamente a mesma porta....
Quem se abraçou com a alma nunca mais esquece!
Ana Paula
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Águas
Hoje batizei a profana nessa água translúcida....
E o reflexo que sorriu foi tão sagrado e mesclado com o dourado desse sol...
Tão linda essa imagem...miragem de ser integração....
Saboreei essa água e lavei a alma sorvendo toda calma merecida.
Tão bem vinda essa alma renovada, lavada, lavanda,menina e mulher.
Quanto tempo não me sentia tão bem em minha própria pele.
Saí do outro.....não sou de ninguém.
Ninguém mais me detém nem me possui ....
Apenas a dança desse vento em meu cabelo....
A água serena desse mar....
Essa terra sob meus pés....
Esse fogo dourado e amado do sol ....
Essa luz da lua cheia...que permeia a feiticeira que eu sou .
Hoje brindei com água....
Amanhã brindo com vinho...
Sim.....rubro....que me deixa rubra....lábios cor de sangue.
E alma multicolorida....com sorriso pueril....
Hoje água....
Apenas água.
Ana Paula
Desejo
O desejo não se satisfaz com a calma da necessidade.
O desejo não se cala diante do ato.
O desejo adora quem o arranca da solidão.
O desejo ama essa pulsão que respira ao vento.
E não se ressente quando há vendaval.
O intenso não lhe faz mal.
Apenas o banal lhe parece fatal.
Ela se entristeceu quando ele fechou a cortina.
Ele quer tirá-la da retina...
Ela quer ser mirada pelo que há de mais bélico e fálico nele.
Ele sabe que corre o risco de ser dela.
Ela é mestre na loucura e não se intimida com sua insanidade.
Apenas sente saudade e sabe que é maldade a noite acabar cedo demais.
Ana Paula
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Desculpe
Desculpe se nas minhas veias não correm futilidades.
Desculpe se em minha mente não cabem os preconceitos.
Desculpe se minhas pernas preferem a dança ao compasso simétrico.
Mas não me desculpe se no meu coração só cabe a verdade e a lealdade.
Não desculpe também as minhas bobagens, as minhas manias e a menina teimosa que há em mim.
Porque a sonata que toca agora é bem, é zen, é luz...
Ana Paula
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Descobertas
A vida nos retribui com descobertas.
Talvez seja a consequência de cada experiência significativa.
Só descobrimos o que nos sustenta quando tudo o mais que pensávamos nos sustentar não nos comove mais.
O tempo passa e muitas vezes torna-se predador das utopias.
Percebo que dentro de mim morreram muitos tigres.
No entanto os que ficaram estão livres.
Descobri com o tempo que de nada adianta derrubar portas.
Que é preciso alegria e gargalhada mesmo quando a nossa criança parece perder a esperança e a graça.
Descobri que partimos muitas vezes, porém, nem sempre chegamos.
Porque a chegada depende da coragem de perder-se.
Descobri que o tempo leva a ingenuidade e que nos desafia a não perder a inocência.
E o desejo de acertar.
E não se acomodar na armagura dos seres covardes e mesquinhos.
E também a se entregar a cada encontro e a crescer além das armaduras e armadilhas.
Descobri que nada é por acaso.
Mas que toda permanência é um trabalho árduo e diário.
Que os homens não são de vênus ,mas nós mulheres, insistimos em acreditar que sim.
E toda vez, esperamos uma atitude romanticamente feminina de um marciano.
E reclamamos das mesmas coisas...
E nos frustramos pelos mesmos motivos.
Descubro a vida.
Descubro o rosto.
Descubro o corpo.
Desnudo a alma.
Perco a calma.
Me torno alva.
E permaneço andarilha e caçadora de mim mesma.
E continuo a crescer e a descobrir que os capazes são aqueles que não tem medo de ter medo que se dão como pão aos famintos.
Que se tornam vinho na boca sedenta.
A chuva na tarde de verão.
O cobertor na madrugada gelada.
Que sabem abraçar, beijar, olhar, ouvir , falar... tocar e trocar descobertas....
Descobri que nem toda história deve ser vivida até o final.
Apenas as memoráveis e que nos tornam tesouros a serem descobertos por quem chega,
Descobrir é abrir o baú e vasculhar até encontrar...
E amar o simples mas também o complexo.
É ter o sexo como o ritual sagrado de quem se sente amado.
Ana Paula de Rezende Fernandes
O escafandro e a borboleta
Assisti ao filme “O escafandro e a Borboleta”.
Sim, imaginei que seria um enredo forte, mas confesso minha angústia ao vê-lo e a necessidade de uma paradinha para a água...
Então, sábado a tarde sozinha, nesses dias de solidão bem vinda, tomei coragem e assisti a história verídica do editor da Elle, homem bonito e interessante que aos 41 anos sofre um mal cardíaco e é acometido por uma síndrome rara e fica paralizado.
Ele acorda e lá está no hospital , ao falar percebe que ninguém o escuta.
Mas tem sua memória preservada e tão viva quanto antes,mas seu corpo não obedece aos comandos.
Apenas um olho que se move e vê o mundo e é assim que ele passa a se comunicar.
Através desse olho, como um sopro de vida, com uma piscada “diz” Sim, com duas piscadas diz “Não”.
E nessa comovente história, percebo que existem muitos “escafandros” que nos aprisionam.
A libertação se dá através de viver o momento, dizer o que precisa ser dito, estar com quem é preciso estar, fazendo o que precisa ser feito.
Durante o filme fica claro os telefonemas não feitos, as palavras não ditas, o carinho não expresso quando era preciso.
Então, através de um método elaborado pela fono ele consegue “ditar” o escafandro e a borboleta, o livro que inspirou o filme.
O interessante, é que ainda bem de saúde tinha vontade de escrever um livro e já tinha um acordo com determinada editora.
Queria escrever “O conde de Montecristo” em uma versão moderna, onde seria a mulher uma protagonista.
E durante a doença se percebe como o Conde de Montecristo “preso” em uma profunda transformação.
Constato como há uma diretriz do self, conhecida através dos símbolos e das escolhas de vida.
A própria identificação com um personagem, a escolha de uma história e de símbolos vitais.
Ele morre dez dias depois do livro ser editado, na realização do desejo de mostrar o nascimento da borboleta, a possibilidade desse nascimento acontece na constatação da prisão e na confrontação com os próprios sentimentos.
Quando você está preso e não há saída, resta apenas olhar pra dentro, confrontar-se.
Não tem como correr.
Não tem como fugir.
Você está ali e deverá ser a sua melhor companhia.
Um texto não existe até ser lido.
Uma vida não existe até ser vivida.
Um amor não existe até ser correspondido.
A dificuldade em estabelecer um compromisso é que você se”torna presente” e sua vida se torna “real”, e assim deixa de ser um plano, uma hipótese ou uma possibilidade.
Uma história comovente e não tão distante de nosso dia a dia.
É preciso se conectar com a própria essência e desfazer o escafandro, mas permitindo que a borboleta nasça e voe.
Ana Paula de Rezende Fernandes -
domingo, 18 de outubro de 2009
Música
A essência não está na letra.
Ela mora na música.
Ela se encanta na voz.
Ela se anuncia no beijo.
Ela se expressa no olhar.
Ela se apaixona no abraço.
Ana Paula
Ela mora na música.
Ela se encanta na voz.
Ela se anuncia no beijo.
Ela se expressa no olhar.
Ela se apaixona no abraço.
Ana Paula
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Na fragilidade, a nossa força.
Existem territórios nossos onde as tocaias são abolidas, onde o medo se apaga.
Nessa parte primitiva nossa, o animal que nos habita determina o seu lugar de poder.
Muitas vezes ,o nosso lado sublime e humano se aterroriza diante desse mundano que há em nós.
O nosso legado é reconhecer essa fragilidade é estar ciente da própria precariedade.
Conscientizar-se da morte para verdadeiramente viver.
É verdade que os momentos de amor são efêmeros, mas é assim com todos os momentos.
Não é por acaso, que os animais se entristecem após o coito.
O prazer e a alegria tornam-se assim sábias diante da finitude.
Talvez a verdadeira sabedoria passe exatamente por aí, pelo prazer e pela alegria.
A união feliz dos corpos é talvez o único momento , junto com alguns momentos de êxtase diante da arte, em que eu assumo e seguro essa fragilidade tão minha nos braços. Ela escapa e volta em uma dança única.
Eu a aprecio. Meu prazer repousa nessa fragilidade...
Ah...se eu fosse tão forte....tão indestrutível esse prazer seria inacessível, essa alegria não se instalaria.
Eu desconfio dos puritanos, das privações de amor, voluntárias ou impostas...
Não sou sólida, não sou pura, não sou perfeita...
Eu viro as costas para quem não corre riscos e que sempre tem um guarda chuva na bolsa caso chegue uma tempestade....
Eu renuncio os nunca compromissados, porque levam a vida na eterna possibilidade de algo diferente acontecer na espera de alguém que caiba em seus modelos perfeitos.
Eu dou as mãos para quem é intenso, humano e animal, para os leais de alma, de coração....
Onde estarão os frágeis e por isso fortes?
Por onde andará aquele que compartilha seu prazer e ama a presença?
Definitivamente ,atrás de nós, existe uma sombra com quatro patas...
Mas também temos os ideias dos deuses e das deusas....do sublime ato de amar e abraçar quem nos completa e compartilhar a doce fragilidade e o prazer.
Hoje me despedi e continuo andarilha na busca dessa mulher nada simples, insatisfeita, insaciável e que olha nos olhos, abraça com a alma e ama como se o mundo fosse acabar....
Ana Paula
Nessa parte primitiva nossa, o animal que nos habita determina o seu lugar de poder.
Muitas vezes ,o nosso lado sublime e humano se aterroriza diante desse mundano que há em nós.
O nosso legado é reconhecer essa fragilidade é estar ciente da própria precariedade.
Conscientizar-se da morte para verdadeiramente viver.
É verdade que os momentos de amor são efêmeros, mas é assim com todos os momentos.
Não é por acaso, que os animais se entristecem após o coito.
O prazer e a alegria tornam-se assim sábias diante da finitude.
Talvez a verdadeira sabedoria passe exatamente por aí, pelo prazer e pela alegria.
A união feliz dos corpos é talvez o único momento , junto com alguns momentos de êxtase diante da arte, em que eu assumo e seguro essa fragilidade tão minha nos braços. Ela escapa e volta em uma dança única.
Eu a aprecio. Meu prazer repousa nessa fragilidade...
Ah...se eu fosse tão forte....tão indestrutível esse prazer seria inacessível, essa alegria não se instalaria.
Eu desconfio dos puritanos, das privações de amor, voluntárias ou impostas...
Não sou sólida, não sou pura, não sou perfeita...
Eu viro as costas para quem não corre riscos e que sempre tem um guarda chuva na bolsa caso chegue uma tempestade....
Eu renuncio os nunca compromissados, porque levam a vida na eterna possibilidade de algo diferente acontecer na espera de alguém que caiba em seus modelos perfeitos.
Eu dou as mãos para quem é intenso, humano e animal, para os leais de alma, de coração....
Onde estarão os frágeis e por isso fortes?
Por onde andará aquele que compartilha seu prazer e ama a presença?
Definitivamente ,atrás de nós, existe uma sombra com quatro patas...
Mas também temos os ideias dos deuses e das deusas....do sublime ato de amar e abraçar quem nos completa e compartilhar a doce fragilidade e o prazer.
Hoje me despedi e continuo andarilha na busca dessa mulher nada simples, insatisfeita, insaciável e que olha nos olhos, abraça com a alma e ama como se o mundo fosse acabar....
Ana Paula
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Escrever para não morrer...

Escrever para silenciar essa urgência.
Escrever pra não morrer...
Hoje acordei mais só do que eu merecia...
Apenas meu abraço me aquecia.
Hoje acordei e compreendi que a maior distância é essa quando pessoas pensam de formas tão diferentes.
E não há encontro melhor do que o encaixe das almas.
Que mesmo estranhas são íntimas.
Hoje precisei acordar esse oráculo.
Hoje precisei marcar o início de um novo ciclo.
Ciclo de auto amor.
Ciclo de auto cuidado.
Ciclo bem amado.
Ciclo adorado.
Ciclo de encontro entre iguais.
A vida corre e urge....
Todos os dias decidimos quem vai e quem fica.
Ficará apenas quem é amor, carinho , presença e encontro.
Sim! Acordei mais só do que merecia.
Mas ouvi essa música, esse chamado...
Parei a busca e me enlacei ...me encaixei.
Ana Paula
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Últimas palavras

Esse blog fez pouco mais de um ano.
Muitas palavras foram aqui tecidas, choradas, sentidas, rimadas...
A sua função foi alcançada.
Escrevi sobre meu processo feminino, sobre amizades, amores, devaneios, artes...
Hoje escrevo as últimas palavras.
Mas não há luto algum.
Há uma morte celebrada.
Áquela que esteve aqui morreu.
Agradeço aos amigos, comentários, incentivos, visitas.
Agora a cortina se fecha.
A alma passou pelo atelier....
A alma e o corpo continuarão sua jornada...
Se tudo acontece por um motivo maior.
Se o acaso não existe.
Ele ,o amor, existe por si mesmo.
Ninguém se basta.
Ninguém é uma ilha.
Haverá encontros, novos sorrisos, novos olhares, novos mares.
Mas aqui, no coração, na mão, na boca chegará quem não mais partirá.
Que haja encontro.
Que esse amor nunca esteja pronto.
Que esse amor se case e não passe.
Que meu amor maior seja para sempre maior que eu.
Não seja ego nem superego.
Ele não chegou.
Ele não esperou.
Ele é livre demais.
Ela está feliz porque por fim diz que está em paz.
Eles não se viram.
Eles se desencontraram.
Mas ela fez as malas e partiu.
O coração apertado sentindo-se mal amado.
Mas é assim mesmo, nem tudo que reluz é ouro....
Queridos amigos,
a poeta está por aí....
Mas um pouco fica,
de todo encontro.
Que as palavras dessa artesã, não muito sã
Façam morada finalmente numa mulher bem amada e adorada.
Que o amor sem dor esteja conosco!
Beijos e um abraço maior...
Ana Paula
sábado, 1 de agosto de 2009
Liberdade

Só é grande a liberdade
Que sacode a majestade
E arranca a juba dos reis.
E para quem sempre foi tão fiel e leal.
Todo vendaval parece fazer mal.
Dessa vez,
Hei de aprender a arrancar essas amarras, essas traves, esses males.
E sacudir a majestade.
Desarrumar a juba dos leões.
Ser minha dona, minha guia,
Quem estiver ao meu lado que me acompanhe.
Porque o tempo não pára.
E essa estrada dentro de nós grita.
E aponta as viagens que precisamos realizar.
As pessoas que precisamos encontrar.
A lições que precisamos aprender.
AnaPaula Rezende
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Pesadelo

Hoje tive um sonho ruim.
Para quem valoriza os sonhos como eu, isso é especialmente doloroso.
Há muito tempo não acordava assim, taquicardia no meio da noite.
Aquele sentimento idêntico quando somos crianças e corremos para o quarto dos pais.
Aí você se dá conta que cresceu, seus pais não estão no quarto ao lado.
Agora sou mãe e isso redimensiona ser filha.
Então racionalizei, enxuguei as lágrimas e tentei dormir mais.
Mas eis um sonho teimoso, que continua a me atormentar como num segundo capítulo...
Eis a solidão de fazer o café e não poder compartilhar esse momento.
Eis o preço de ser adulta e escolher cuidar de si mesma.
Lembrei sim, de algumas pessoas que gostaria de abraçar e pedir que apenas me abraçasse e fizesse um carinho.
Mas as 4 horas da madrugada seria incompreensível.
Imagina só....acordar o outro e dizer tive um pesadelo!
Hoje a menina que existe em mim gritou.
E me fez lembrar que sou também frágil e medrosa.
A guerreira baixou a espada e a lança , abraçou a menina.
E choraram juntas.
Hoje eu tive um sonho ruim.
Acordei chorando.
E ninguém por perto.
Apenas a chuva lá fora que parecia chorar esse choro abafado comigo.
Ana Paula
sábado, 18 de julho de 2009
Estranhos e íntimos

Ele sempre percebe o que está por trás das palavras dela.
Eles são tão estranhos e tão íntimos.
Estão distantes mas tão próximos.
Há um amor presente mesmo que ausente.
Esse amor se nega a rimar com dor.
Esse amor namora e não quer demora.
Existem mais estranhos entre esses íntimos.
Ela traduz o desejo dele.
Ele aguça a imaginação dela.
Ela diz que é dele.
Ele quer ser dela.
Mas esses estranhos sempre se distanciam quando outros estranhos se aproximam.
E a intimidade se revela triste porque sempre a porta se fecha em dias de festa.
A música tocou mas ela não dançou com ele.
A festa começou sem a presença dela.
E assim, continuam dois estranhos, no meio de tanta gente estranha...
Mas eles sonham os mesmos sonhos.
Eles sabem o que há por trás de cada palavra dita, sentida e silenciada.
Ela quer ser a amada.
Ele quer que ela espere a próxima temporada.
E cada um com suas dores, amores, dissabores continuam pela estrada.
São tão íntimos e tão estranhos.
A música toca e o vento sopra...
E espalha o mesmo som e o mesmo tom....aqui....e aí.
Estranhos.
Íntimos.
Confessam o que ninguém mais sabe.
Que essa dança aconteça e amanheça.
Que eles possam ser íntimos e reais.
Ana Paula
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